Portugs: “Com o Sage X3 conquistámos autonomia, sem abdicar da robustez”
Com o Sage X3 e o apoio da Brighten, a Portugs conseguiu fazer uma transição rápida para uma plataforma própria, integrada e preparada para acompanhar a evolução do negócio. “O Sage X3 permitiu encontrar um equilíbrio entre robustez, autonomia, capacidade de análise e agilidade de integração”, diz Rui Cruz, Board Member da Portugs.
A história da Portugs remonta a 1875, representando mais de 150 anos de ligação ao mar e aos portos portugueses. Ao longo deste percurso, a empresa evoluiu com o contributo de diferentes parceiros, conjugando conhecimento local com experiência e visão global do setor (atualmente tem como principais acionistas o Grupo Ibaizabal e a Pioneiro do Rio).
A Portugs presta serviços marítimos especializados, apoiando as manobras de atracação e desatracação de navios. A sua oferta inclui serviços de rebocadores, amarrações, lanchas, operações costeiras e em estaleiro e salvamento marítimo. E o seu principal elemento diferenciador é a combinação entre experiência, conhecimento profundo dos portos portugueses e capacidade operacional, colocando a segurança no centro da atividade. O objetivo é assegurar que navios, pessoas e infraestruturas possam operar em segurança, contribuindo para a continuidade das cadeias logísticas e do comércio marítimo.
Para cumprir tal objetivo, o apoio da solução Sage X3, implementada pela Brighten, foi fundamental. “A Portugs passou a dispor de uma plataforma de gestão própria, mais flexível e com uma capacidade de análise superior, reforçando a visibilidade e o controlo sobre a informação necessária à gestão”, resume Rui Cruz, Board Member da Portugs.
Quais foram os desafios tecnológicos que a solução Sage X3 veio resolver?
A Portugs utilizava uma solução de gestão herdada do grupo empresarial em que estava integrada. Perante a necessidade de evoluir para um sistema próprio, o principal desafio era conquistar maior autonomia sem perder o rigor, o controlo e a robustez a que a organização estava habituada. Procurávamos uma solução capaz de responder à realidade específica da nossa operação, mas também com maior capacidade de análise e flexibilidade de integração com as restantes ferramentas utilizadas pela empresa.
Num setor em que a continuidade das operações é essencial, era igualmente importante garantir uma transição segura e sem impacto no funcionamento do negócio. A solução Sage X3 respondeu a este conjunto de necessidades, permitindo encontrar um equilíbrio entre robustez, autonomia, capacidade de análise e agilidade de integração.
Que benefícios operacionais destacam da implementação do novo ERP?
A implementação foi marcada por uma colaboração muito próxima entre as equipas da Portugs e da Brighten. Desde o início, existia um requisito particularmente importante: fazer a transição num prazo curto e sem comprometer a continuidade da operação. A agilidade da equipa da Brighten foi, por isso, um dos fatores determinantes do projeto.
O trabalho conjunto permitiu colocar o Sage X3 a suportar a atividade da empresa rapidamente e integrar a nova plataforma com as soluções específicas já utilizadas pela Portugs. E essa rapidez também permitiu realizar a mudança sem sobressaltos operacionais. Do ponto de vista funcional, a Portugs passou a dispor de uma plataforma de gestão própria, mais flexível e com uma capacidade de análise superior, reforçando a visibilidade e o controlo sobre a informação necessária à gestão.
Quais as lições a retirar deste projeto de transformação digital?
Uma das principais conclusões é que uma mudança de ERP não tem necessariamente de significar um processo longo ou disruptivo. Quando existe uma definição clara dos requisitos, uma boa articulação entre cliente e parceiro e um bom conhecimento da realidade operacional, é possível realizar uma transição digital rápida e controlada.
Que conselhos dariam a outras empresas para a escolha do ERP adequado?
Diríamos que é essencial olhar para além das necessidades imediatas. A solução escolhida deve ser capaz de responder à realidade atual, mas também acompanhar a evolução futura da organização, integrar-se com o seu ecossistema tecnológico e suportar diferentes mercados e requisitos. No nosso caso, foi igualmente importante escolher um parceiro com capacidade de compreender rapidamente o negócio e trabalhar lado a lado com a equipa interna durante a implementação.
Como é que o negócio da Portugs tem evoluído e quais são as metas para o futuro?
A Portugs tem vindo a evoluir mantendo uma forte ligação à sua história e experiência no setor marítimo, mas acompanhando, simultaneamente a transformação tecnológica e operacional da atividade portuária. A entrada e participação de parceiros com experiência internacional tem permitido combinar conhecimento do mercado português com uma visão mais global do negócio.
Para o futuro, queremos continuar a reforçar a eficiência, segurança e qualidade das nossas operações, criando simultaneamente uma estrutura tecnológica que permita acompanhar novas oportunidades de crescimento. Neste contexto, a capacidade do Sage X3 para operar em diferentes geografias, legislações e idiomas constitui também uma vantagem para acompanhar a evolução futura do grupo.
Quais são as principais oportunidades do setor ao nível da transição digital?
O setor marítimo e portuário funciona num contexto particularmente exigente, no qual segurança, disponibilidade e continuidade operacional são fundamentais. Ao mesmo tempo, existe uma oportunidade crescente para utilizar tecnologia e informação para aumentar a eficiência das operações, melhorar a capacidade de análise e integrar melhor as diferentes áreas das organizações.
Para a Portugs, a transformação digital passa precisamente por conseguir conjugar estes dois mundos: modernizar os sistemas e ganhar maior autonomia e capacidade de análise, sem comprometer a robustez necessária a uma operação crítica. A capacidade de integração entre sistemas assume também particular importância. As empresas do setor utilizam diferentes soluções operacionais especializadas, pelo que as plataformas de gestão têm de conseguir comunicar com esse ecossistema de forma simples e segura.
Por outro lado, à medida que as operações se tornam mais internacionais, a tecnologia pode facilitar a standardização dos processos e permitir que as mesmas práticas de gestão.
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