Pontual: “Os Sage Awards ajudam a criar uma cultura de exigência e melhoria contínua”
A Pontual conquistou o prémio Partner of the Year na última edição do Sage Iberia Partners Ecosystem Awards. “Foi um momento de grande satisfação e orgulho. Mais do que um prémio, vemos este reconhecimento como uma validação do caminho que temos vindo a fazer”, diz Nuno Paiva. Conheça as razões que justificaram este reconhecimento.
A Pontual, reconhecida com o prémio “Partner of the Year” no Sage Iberia Partners Ecosystem Awards, é detentora de uma posição privilegiada no mercado ibérico de empresas de consultoria em IT. Para além da sede, em Santa Maria da Feira, a empresa conta com mais 10 delegações em Portugal – Lisboa, Porto, Viseu, Fundão, Guimarães, Póvoa de Varzim, Oliveira do Bairro, Coimbra, Paços de Ferreira e Leiria – duas em Espanha – Madrid e Barcelona – e mais 4 mil clientes em Portugal, Espanha, Angola, Moçambique e França.
Nesta entrevista, Nuno Paiva, Board Member & Sage Unit Manager da Pontual, explica porque a parceria estratégica com a Sage tem tido um papel central na estratégia de crescimento da empresa. “Para o futuro, a nossa ambição é continuar a crescer com qualidade e escala. Temos uma visão cada vez mais ibérica para a Pontual. Portugal continua a ser o nosso principal mercado, mas Espanha representa uma oportunidade muito relevante e queremos continuar a desenvolver essa presença de forma estruturada”, defende.
Como acolheram a notícia da atribuição do prémio Partner of the Year 2026 do Sage Iberia Partners Ecosystem Awards? Como avaliam a importância desta iniciativa?
Foi, naturalmente, um momento de grande satisfação e orgulho para toda a equipa. É um reconhecimento muito importante, sobretudo porque resulta de um trabalho que é construído diariamente com os nossos clientes, com a Sage e, acima de tudo, pelas nossas pessoas. Mais do que um prémio, vemos este reconhecimento como uma validação do caminho que temos vindo a fazer: crescer, aumentar a nossa capacidade de execução, investir nas pessoas e na inovação e, simultaneamente, manter a proximidade que sempre foi uma característica da Pontual. Além disso, temos procurado construir capacidade própria em áreas que complementam o nosso trabalho enquanto parceiro Sage. A iniciativa Sage Iberia Partners Ecosystem Awards é muito importante porque reconhece o trabalho dos parceiros e ajuda a criar uma cultura de exigência e de melhoria contínua dentro do ecossistema Sage.
Em vosso entender, quais foram as principais razões que justificaram esse reconhecimento?
Creio que resulta da combinação de vários fatores. Temos vindo a investir na especialização das equipas, na qualidade do serviço e na capacidade de acompanhar clientes com necessidades muito diferentes, desde PME e gabinetes de contabilidade até organizações de maior dimensão e complexidade. Temos também procurado evoluir de uma lógica mais tradicional de implementação e suporte de ERP para uma abordagem mais abrangente, em que ajudamos o cliente a tirar mais partido do seu ecossistema tecnológico, através de integração, automação, cloud, analítica, cibersegurança e novas soluções.
A capacidade de desenvolvimento interno é também uma componente importante desta estratégia. Temos uma unidade de desenvolvimento que cria add-ons e soluções complementares ao Sage, permitindo-nos acrescentar funcionalidades às implementações e responder a necessidades específicas que não estão necessariamente cobertas pelo produto standard.
E há um terceiro fator que considero essencial: a nossa relação com a Sage. Temos uma parceria muito próxima, com objetivos comuns e uma grande preocupação em levar ao mercado as novas soluções e tecnologias da Sage de forma concreta e com valor para os clientes. No final, penso que o reconhecimento resulta sobretudo da consistência: crescer, entregar e continuar a investir.
Como é que a parceria com a Sage tem auxiliado a vossa estratégia de negócio? Quais são as soluções Sage mais marcantes para essa estratégia?
A Sage é um parceiro estratégico para a Pontual e tem um papel central na nossa estratégia de crescimento. A evolução do portefólio Sage permite-nos acompanhar diferentes segmentos de mercado e, simultaneamente, aumentar o valor que conseguimos entregar aos clientes existentes.
Temos uma oferta muito abrangente, desde o Sage 50 e o Sage for Accountants, muito relevantes no segmento das pequenas empresas e dos gabinetes de contabilidade, até ao Sage 100 e, num segmento de maior dimensão e complexidade, ao Sage X3.
O Sage X3 tem, aliás, um papel particularmente importante na nossa estratégia. É uma solução que nos permite acompanhar empresas com operações mais complexas e com necessidades de gestão, integração e internacionalização mais exigentes. Temos vindo a reforçar significativamente a nossa especialização nesta área e vemos aqui uma oportunidade importante de crescimento em Portugal e Espanha.
Ao mesmo tempo, estamos a reforçar o ecossistema em torno do ERP. Soluções como o Sage HR, o Arquivo Digital e o Sage Sales Management permitem-nos responder a necessidades complementares e aumentar o valor que conseguimos gerar para os nossos clientes. A nossa capacidade de desenvolvimento permite-nos ainda complementar estas soluções com add-ons e integrações próprios. É uma componente importante da nossa proposta de valor, porque nos dá maior flexibilidade para adaptar e estender as soluções Sage às necessidades concretas de cada negócio. E estamos muito atentos à evolução para soluções cloud e às novas capacidades de inteligência artificial. A nossa visão é que o ERP continuará a ser o núcleo da gestão, mas cada vez mais integrado num ecossistema de aplicações e serviços.
Na última edição do Sage Customer Day apresentaram o caso de sucesso da Prisca. Quais foram as principais lições a retirar desta experiência ou de outros casos similares?
O caso da Prisca é interessante porque demonstra bem que um projeto de transformação digital não é apenas uma questão de tecnologia. É sobretudo uma questão de negócio, processos e capacidade de mudança. Uma das principais lições é que um ERP deve acompanhar a evolução da empresa e não ser visto apenas como uma ferramenta administrativa. Quando existe uma visão clara e o sistema é corretamente adaptado aos processos, conseguimos melhorar informação, controlo e capacidade de decisão.
Temos vários outros casos que poderíamos destacar, em diferentes setores e dimensões. Talvez mais importante do que apontar um único cliente seja salientar a diversidade do nosso parque: acompanhamos empresas que estão a começar o seu processo de transformação digital e outras que já têm operações bastante complexas, inclusivamente com dimensão internacional. É precisamente essa diversidade que nos obriga a continuar a evoluir enquanto parceiro, combinando as capacidades das soluções Sage com a nossa experiência de implementação, integração e desenvolvimento.
Uma das características da Pontual é a proximidade com os seus clientes, patente em iniciativas como Tech Business Summit ou o Connect Day. Como decorreu a edição deste ano?
O Connect Day, realizado a 17 de setembro, foi mais uma oportunidade para reforçar esta ligação. Reunimos clientes, parceiros e equipas da Pontual num momento dedicado à partilha de experiências, novidades e tendências que estão a marcar a evolução dos negócios. O objetivo é criar momentos que vão além da apresentação de produto, promovendo uma relação mais próxima e permitindo perceber melhor os desafios concretos dos nossos clientes.
O Tech Business Summit é outro dos momentos importantes no nosso calendário. É uma iniciativa de maior dimensão e mais transversal, que nos permite juntar diferentes áreas da tecnologia e da gestão. Estamos já a preparar uma nova edição para março de 2027, dando continuidade a este espaço de reflexão e partilha com clientes e parceiros
Outro tema em destaque na Pontual é a inovação tecnológica. Como avaliam o futuro da IA?
A IA vai mudar profundamente a forma como as empresas trabalham, mas penso que devemos evitar dois extremos: tratar a IA como uma moda passageira ou acreditar que vai resolver todos os problemas das empresas. Na nossa perspetiva, o maior potencial está na aplicação da IA a processos concretos. Automatizar tarefas repetitivas, melhorar o acesso à informação, apoiar a tomada de decisão, acelerar o atendimento ao cliente ou ajudar os colaboradores a trabalhar melhor são exemplos muito mais interessantes do que simplesmente “ter IA”.
Na Pontual, esta não é apenas uma área que estamos a acompanhar do ponto de vista comercial. Temos já uma aposta concreta em curso, através de um laboratório de IA integrado na nossa unidade de desenvolvimento, onde estamos a explorar e desenvolver aplicações práticas desta tecnologia, quer para melhorar os nossos próprios processos, quer para criar novas soluções que possam acrescentar valor às nossas implementações. Esta ligação entre conhecimento de negócio, experiência de implementação e capacidade de desenvolvimento é, para nós, uma vantagem importante. Permite-nos experimentar, testar e transformar tecnologia em soluções concretas.
Que conselhos dariam aos vossos clientes para aproveitar o potencial desta ferramenta?
O conselho que damos aos clientes é começar pelos problemas do negócio e não pela tecnologia. Identificar onde existe maior desperdício de tempo, informação dispersa ou processos demasiado manuais e, a partir daí, avaliar onde a IA pode criar valor. Também é fundamental não esquecer temas como segurança, privacidade, qualidade dos dados e governação. A adoção de IA tem de ser feita com pragmatismo e responsabilidade.
A Pontual também se distingue por iniciativas de apoio à integração e de jovens no mercado de trabalho e de valorização profissional dos colaboradores. Estas apostas são para manter no FY27?
Sem dúvida. Aliás, diria que esta é uma das áreas em que temos de continuar a investir mais. Uma empresa tecnológica pode comprar tecnologia, mas não consegue comprar facilmente conhecimento, cultura e capacidade de execução. São as pessoas que fazem a diferença. Temos procurado aproximar-nos das instituições de ensino, criar oportunidades para jovens conhecerem a realidade empresarial e, sempre que possível, criar condições para que possam iniciar o seu percurso connosco.
Ao mesmo tempo, temos de continuar a desenvolver quem já está na Pontual. O crescimento exige novas competências, maior especialização e também novas formas de trabalhar. A nossa ambição é crescer, mas queremos fazê-lo criando uma organização onde as pessoas tenham espaço para aprender, assumir responsabilidades e evoluir. Para nós, crescimento e desenvolvimento das pessoas têm de andar lado a lado.
A Pontual tem hoje mais de 4 mil clientes em Portugal, Espanha, Angola, Moçambique e França, 150 colaboradores e 13 delegações, das quais 11 em Portugal e 2 em Espanha. Quais são as vossas principais metas para o FY27?
A nossa ambição é continuar a crescer. Temos uma visão cada vez mais ibérica para a Pontual. Portugal continua a ser o nosso principal mercado, mas Espanha representa uma oportunidade muito relevante e queremos continuar a desenvolver essa presença de forma estruturada. Ao mesmo tempo, queremos aprofundar a relação com a nossa base instalada. Temos milhares de clientes e existe ainda muito valor que podemos criar através de novas soluções, integração, cloud, cibersegurança, analítica, automação e IA.
Para os próximos anos, temos três grandes prioridades: crescer, aumentar a capacidade de execução e tornar a organização mais escalável. Não queremos crescer apenas em número de clientes ou de pessoas. Queremos crescer com qualidade e escala, tornando a empresa mais eficiente, mais especializada e capaz de acompanhar clientes cada vez mais exigentes, mantendo a proximidade que nos trouxe até aqui. A nossa ambição é consolidar a Pontual como uma referência no mercado ERP na Península Ibérica e, ao mesmo tempo, continuar a construir uma empresa preparada para a próxima fase de crescimento.