Resultados da Sage no primeiro semestre
A Sage aumentou as receitas globais em 11% no primeiro semestre fiscal de 2026. Em Espanha e Portugal, o crescimento foi de 9%, impulsionado sobretudo pelas soluções cloud.
A Sage registou receitas globais de 1363 milhões de libras no primeiro semestre do ano fiscal de 2026, um crescimento homólogo de 11%, sustentado pela expansão das soluções cloud e pela integração crescente de Inteligência Artificial (IA) nas plataformas.
O crescimento da faturação veio acompanhado de uma melhoria na rentabilidade. O lucro operacional subjacente aumentou 15%, para 326 milhões de libras, enquanto a margem operacional subiu para 23,9%. O EBITDA cresceu 14%, atingindo 375 milhões de libras, com uma margem de 27,6%. A empresa terminou o semestre com 1100 milhões de libras em liquidez disponível e anunciou um novo programa de recompra de ações no valor de 300 milhões de libras.
“A Sage registou excelentes resultados no primeiro semestre, com um crescimento de dois dígitos nas receitas, uma ampliação das margens e fluxos de caixa sólidos. Isto reflete a aplicação determinada da nossa estratégia e um profundo conhecimento das necessidades dos nossos clientes”, diz o CEO, Steve Hare.
Sage acelera a transição para a cloud
Do ponto de vista operacional, a Sage continuou a acelerar a sua transição para o negócio cloud. As receitas recorrentes anuais (ARR) cresceram 11%, atingindo 2727 mil milhões de libras, com um crescimento equilibrado entre novos clientes e utilizadores já existentes. A taxa de renovação atingiu 102%, ligeiramente acima do ano anterior, impulsionada pelo aumento das vendas a clientes atuais e pela adoção de ferramentas baseadas em inteligência artificial.
As receitas associadas ao Sage Business Cloud cresceram 15%, atingindo 1162 milhões de libras, enquanto as soluções nativas cloud cresceram 25%, totalizando 518 milhões de libras. Atualmente, as soluções cloud representam 85% do negócio total da Sage.
“As PME confiam na Sage para gerir os seus processos financeiros, de processamento salarial e de recursos humanos, nos quais a precisão e a conformidade são imprescindíveis. Os nossos agentes inteligentes já estão a ajudar as equipas financeiras a gerar mais liquidez, a fechar as contas mais rapidamente e a planear de forma mais eficaz, sem comprometer o controlo”, acrescenta.
Receitas crescem 9% em Espanha e Portugal
Na região ibérica, que inclui Espanha e Portugal, as receitas cresceram 9% no período (ver entrevista aqui). Excluindo o impacto da aquisição da ForceManager realizada em 2025, o crescimento orgânico foi de 8%.
Segundo a Sage, o desempenho na Península Ibéria foi impulsionado principalmente pelas soluções Sage X3 e Sage XRT e pelas plataformas dirigidas a contabilistas (Sage for Accountants), devido aos requisitos regulatórios e necessidades de compliance. A empresa destaca ainda o contributo do Sage 50, suportado pelo aumento de preços e pela retenção da base instalada de clientes.
Previsão de crescimento de 9% para o FY26
A Sage continua também a reforçar capacidades de automação através do Sage Copilot e de agentes inteligentes destinados à automatização de processos financeiros e apoio à tomada de decisão. A estratégia tecnológica da empresa inclui ainda aquisições recentes como Criterion, Akao e Doyen AI, destinadas a reforçar o ecossistema de soluções baseadas em IA.
Para o conjunto do ano fiscal de 2026, a Sage prevê um crescimento orgânico superior a 9% e uma melhoria contínua das margens operacionais. “Ao integrar a IA diretamente no trabalho quotidiano dos clientes, estamos a tornar as nossas soluções mais valiosas, a reforçar as vantagens competitivas e a impulsionar um crescimento eficiente e sustentável. Com a nossa plataforma escalável e de confiança, o nosso portfólio de agentes e o forte impulso apoiado por investimentos em toda a empresa, estou confiante na capacidade da Sage para gerar crescimento e valor a longo prazo para todos os stakeholders”, conclui o CEO.
Saiba mais sobre os resultados da Sage no primeiro semestre aqui.