Intraplás: “O Sage X3 foi instrumental para a nossa transformação digital”

A Intraplás é uma empresa líder na produção de embalagens de plástico. Para suportar a complexidade das operações e acompanhar o crescimento do negócio, a empresa adotou, com o apoio da Xplor, o Sage X3 como “a espinha dorsal da sua infraestrutura da IT”. Conheça os testemunhos de Pedro Pinto, Head of IT da Intraplás e de Tiago Baptista, CEO da Xplor, sobre este caso de sucesso de transformação digital no setor industrial.

 

A Intraplás é uma empresa portuguesa especializada no desenvolvimento e fabrico de soluções de embalagem inovadoras e sustentáveis, com forte presença internacional. Fundada em 1968, em Rebordões (Santo Tirso), a empresa fornece clientes em mais de 30 países, estando entre as três maiores da Europa.

Para suportar a complexidade das operações e acompanhar o crescimento do negócio, a Intraplás adotou o Sage X3 como a sua plataforma central de gestão. A solução permite integrar áreas críticas como a produção, logística, gestão financeira e comercial, garantindo maior visibilidade sobre a operação, informação fiável em tempo real e processos mais eficientes. Implementado pela Xplor (Parceiro Platinium Sage), o caso é referido como um dos melhores exemplos de transformação digital no setor industrial.

 

Pode partilhar um pouco da história da Intraplás?
Pedro Pinto (Intraplás) – A Intraplás é uma empresa industrial, fundada em 1968, que atua na área do packaging. Fomos crescendo ao longo do tempo, adquirindo mais know-how, clientes e mercados. Este ano, estamos a projetar uma faturação de 200 milhões de euros.

 

Porque decidiram apostar no Sage X3 para otimizar a gestão industrial e financeira?
Pedro Pinto (Intraplás) – Antes do Sage X3, nós tínhamos um ERP implementado no início dos anos 80, baseado em tecnologia AS/400 e que foi sendo adaptado. Tínhamos muitos sistemas satélite, que falavam com o ERP de uma forma muito limitada. Tínhamos muitos silos de informação, processos muito manuais e dificuldade em obter informação de gestão atempadamente. Tínhamos toda uma panóplia de dificuldades que só com um novo ERP poderiam ser resolvidos. Nós fizemos uma análise aos principais ERP do mercado, sob o ponto de vista da cobertura funcional, da envolvente tecnológica de cada solução e o seu grau de abertura e de suporte. E no fim dessa análise, o Sage X3 saiu claramente vencedor.

 

Qual foi o principal benefício da implementação do Sage X3 na Intraplás?
Pedro Pinto (Intraplás) – O benefício mais visível é a velocidade com que nós temos acesso à informação. Nós temos neste momento um processo de reporte interno que nos permite ter informação de forma muito rápida. Para além disso, há um impacto transversal em toda a operação da empresa, em termos de centralização de dados e de melhoria de processos.

Tiago Baptista (Xplor) – Cremos que o impacto foi imediato e estrutural. A Intraplás passou a operar com uma visão integrada do negócio, eliminando silos de informação; dados fiáveis e em tempo real, essenciais para decisões rápidas; maior controlo sobre produção e custos, tudo num contexto altamente competitivo. Mas mais importante do que isso, passou a ter uma plataforma preparada para o futuro — capaz de acompanhar o crescimento, internacionalização, inovação e novas exigências do mercado.

 

Qual foi o principal desafio do projeto sob o ponto de vista do parceiro tecnológico?
Tiago Baptista (Xplor) – O principal desafio foi conciliar ambição com tempo. Estamos a falar de uma implementação num contexto industrial complexo, com múltiplas áreas críticas — produção, logística, financeira — e com pouco mais de 4 meses até go-live! Isso obrigou a um nível muito elevado de foco, disciplina e clareza de prioridades. A decisão estratégica foi simples, mas exigente: concentrar no essencial para pôr o negócio a funcionar, garantindo um core sólido, e assumir desde o início que o projeto não terminaria no go-live. Num contexto como o da Intraplás, onde existe elevada exigência operacional, o desafio não foi apenas tecnológico — foi garantir que, em tempo recorde, a organização conseguia transitar para um modelo integrado, com impacto imediato e sem comprometer a continuidade do negócio.

 

Que contributo específico trouxe a Xplor para o sucesso deste projeto?
Tiago Baptista (Xplor) – A Xplor contribuiu com capacidade, clareza e competência de implementação num contexto de enorme pressão temporal. A experiência da Xplor na implementação de projetos industriais complexos — e, em particular, na migração de sistemas legacy como AS/400 — foi determinante para acelerar o processo, antecipar riscos e evitar armadilhas típicas deste tipo de transição. Esse histórico deu-nos uma vantagem clara: sabíamos onde estão os pontos críticos — na estrutura de dados, na lógica operacional enraizada no legado, e na resistência natural à mudança — e conseguimos abordá-los de forma pragmática e estruturada. Neste contexto, conseguir distinguir o que é crítico do que é acessório faz toda a diferença. E foi aí que a Xplor teve um papel determinante: ajudar o cliente a tomar decisões rápidas, informadas e alinhadas com uma visão de longo prazo.

 

Que decisões foram tomadas para garantir um ecossistema tecnológico coerente?
Tiago Baptista (Xplor) – Num cenário de implementação rápida, há uma tentação natural para criar soluções de exceção. A nossa abordagem foi exatamente a oposta: simplificar, integrar e normalizar. Tomámos três decisões-chave. Centralizar o core de gestão no Sage X3, garantindo uma única fonte de verdade. Integrar as principais áreas do negócio numa lógica end-to-end, eliminando ruturas de informação. Evitar complexidade desnecessária nas integrações, privilegiando robustez e facilidade de evolução. Num projeto com este ritmo, a simplicidade não é uma opção — é uma condição de sucesso.

 

Em que momento perceberam que parametrizar a solução não seria suficiente?
Tiago Baptista (Xplor) – Percebemos cedo que havia áreas onde o standard não capturava toda a realidade do negócio — o que é natural numa operação com elevada maturidade industrial. Mas a decisão nunca foi simplesmente “customizar ou não”. Foi sempre baseada na criação de vantagem competitiva. As extensões que foram feitas responderam apenas a necessidades onde o impacto operacional era claro, não existia alternativa viável em processo e o valor justificava o investimento. A nossa filosofia é simples: quanto mais standard, mais sustentável. Mas não à custa de comprometer o negócio.

 

Quais foram as aprendizagens recolhidas após a implementação do projeto?
Tiago Baptista (Xplor) – De forma resumida, saliento três lições. Primeira: foco e a disciplina são mais importantes do que perfeição. Um go-live bem-sucedido não é o fim — é o início. Fazer o essencial bem feito é o que permite avançar. Segunda: a simplicidade escala, ao passo que a complexidade bloqueia. Decisões arquiteturais certas no início evitam problemas durante anos. Terceira: transformar é decidir. A tecnologia resolve pouco se a organização não estiver alinhada e preparada para tomar decisões difíceis.

 

Que papel crê que o Sage X3 pode desempenhar no futuro da Intraplás?
Pedro Pinto (Intraplás) – O Sage X3 foi instrumental para o processo de transformação digital que temos em curso. Nós vamos procurar conquistar cada vez mais mercados e queremos que a empresa seja cada vez mais eficiente e que alavanque a digitalização como fator de competitividade. Vemos, por isso, um futuro em que manteremos o Sage X3 como a espinha dorsal da nossa infraestrutura da IT.

 

Que conselhos dariam a outras empresas que tencionam implementar um ERP como o Sage X3?
Pedro Pinto (Intraplás) – Um ERP como o Sage X3 não deve ser encarado como um mero investimento em software, mas como uma infraestrutura estratégica para a empresa. E isso deve ser refletido num processo cuidado de planeamento, de implementação e depois, claro, de aproveitamento ao máximo de todas as potencialidades que o ERP traz.

Tiago Baptista (Xplor) – Acreditamos que a tecnologia é um meio, nunca é o fim. O verdadeiro valor está na capacidade de transformar uma ferramenta numa alavanca de negócio. E isso é uma responsabilidade do parceiro. Num projeto desta dimensão, o parceiro está no centro de tudo o que não vem no software: decisões, alinhamento, gestão da mudança, e responsabilidade pelo resultado. É aí que se joga o sucesso — não na tecnologia, mas na forma como ela é introduzida e adotada.

 

Vídeo Intraplás S.A.: Gestão empresarial com Sage X3