Editorial

Estudo Sage: 81% das PME espera regressar aos níveis de rentabilidade pré-pandemia

A Sage lançou o estudo global “Pequenos negócios, grandes oportunidades?”, no qual analisou os desafios e perspetivas a longo prazo das PME. O estudo conclui que ainda que mais de um terço das PME portuguesas não tenha regressado à normalidade devido à pandemia, os níveis de confiança estão a aumentar consideravelmente com o passar do tempo.

A pandemia dos últimos dois anos afetou consideravelmente a economia do país – um efeito que se fez sentir, em especial, nas pequenas e médias empresas (PME), que compõem a grande maioria do tecido empresarial português e são um motor essencial para ultrapassar os problemas económicos.

Neste sentido, a Sage acaba de lançar o estudo global “Pequenos negócios, grandes oportunidades?” – num total de 13 mil PME inquiridas, mais de mil delas portuguesas –, para compreender os seus desafios e perspetivas para o futuro a mais longo prazo.

 

Mais confiança no sucesso dos negócios em 2022

Apesar dos obstáculos trazidos pela pandemia, o estudo revela que existem fortes sinais de otimismo quanto ao sucesso dos negócios a longo prazo, à capacidade de contratação e ao forte crescimento financeiro nos próximos anos.

A Sage revela que a grande maioria das PME portuguesas (69%) se sente confiante quanto ao sucesso dos seus negócios nos próximos 12 meses, uma tendência que tem vindo a aumentar ao longo do tempo. De fato, estão mais otimistas, agora, do que estavam há um ano (+7%). 

Este otimismo está a influenciar o desempenho, e 81% das PME portuguesas espera regressar aos níveis de rentabilidade pré-pandemia, pelo menos parcialmente. Também quase metade (49%) prevê que as suas receitas aumentem nos próximos meses, um ótimo indicador de estabilidade e resiliência.

Entre os fatores que mais contribuem para esta confiança renovada, encontramos por exemplo o aumento da base de clientes, a força de trabalho de alta qualidade, o aumento do fluxo de caixa e as novas tecnologias e eficiências adotadas durante a pandemia.

 

Ainda existem obstáculos no caminho do sucesso

No entanto, é também necessário referir que mais de um terço das PME portuguesas ainda não consegue exercer a sua atividade normalmente devido aos obstáculos trazidos pela pandemia. 

Esta é uma realidade que se verifica a nível global – e os decisores das PME relatam que até notam um aumento, e não uma diminuição, das várias adversidades críticas que enfrentaram ao longo do último ano devido. Por exemplo, 1 em cada 10 PME refere perspetivas financeiras que as colocam em risco de insolvência.

Assim sendo, entre os principais entraves que se colocam hoje ao sucesso das PME portuguesas, a maior parte (34%) indica incapacidade de funcionar normalmente devido à pandemia, destacando bloqueios adicionais, restrições às viagens, trabalho à distância e ausências de colaboradores por contrair COVID-19, entre outros efeitos que ainda se fazem sentir no quotidiano. 

Também preocupante para muitas das empresas inquiridas (31%) é o aumento dos custos, em particular o novo desafio da inflação, cujos números significativos apontam para a persistência e agravamento nos próximos anos.

As PME portuguesas revelam também alguma inquietação em relação à falta de apoio por parte do Governo (19%). Para a grande maioria delas, este é o recurso mais importante que poderá contribuir para o crescimento e sucesso dos seus negócios; de facto, as PME que receberam financiamento governamental têm expectativas mais positivas em relação ao próximo ano.

 

Mais resilientes e confiantes para os desafios do futuro

Finalmente, e de forma animadora, a maioria das PME portuguesas (59%) sente que está a lidar bem com os obstáculos e adversidades, na maioria das vezes cortando custos, recorrendo às poupanças, oferecendo novos produtos ou através da adoção digital. Com este pensamento positivo, sentem-se mais resilientes e confiantes na sua capacidade de combater riscos futuros e singrar no mercado. 

“Os últimos dois anos foram muito difíceis para todos, mas em especial as pequenas e médias empresas. Contudo, numa capacidade notável de reinvenção, muitas foram capazes de se reerguer e estão agora mais preparadas para enfrentar o que virá,” comentou Josep Maria Raventós, Country Manager da Sage Portugal. Com este estudo, quisemos perceber quais são os obstáculos que as PME portuguesas enfrentam agora e o que esperam do próximo ano, para que possamos posicionar-nos como uma rede de confiança e ajudá-las a enfrentar os desafios do futuro e a saírem vencedoras de qualquer período desafiante.”

 

Leia o estudo completo SageSMB_Barometer 2022

Metodologia: Este inquérito foi realizado entre 25 de novembro e 2 de dezembro de 2021. Foram inquiridos 13.118 decisores de PME com menos de 250 colaboradores em 11 países (Portugal, África do Sul, Alemanha, Austrália, Canadá, Espanha, Estados Unidos da América, França, Malásia, Reino Unido e Singapura). A amostra portuguesa é composta por 1.046 indivíduos.