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5 livros que inspiraram o CEO da Microsoft

Desde biografias de filósofos, a ensaios sobre a diversidade estas são as obras que mais inspiraram Satya Nadella, o líder da Microsoft, em 2021. “São livros que moldaram o que hoje julgo saber sobre liderança, tecnologia e o futuro”, justifica.

 

Philosopher of the Heart: The Restless Life of Søren Kierkegaard
Autor: Clare Carlisle

A biografia de Søren Kierkegaard explora os limites da experiência humana, principalmente o amor e o sofrimento. Considerado o pai do existencialismo, Kierkegaard retoma o pensamento de Sócrates, ao questionar-se como devemos viver eticamente. A autora recorda que Kierkegaard não encarava a vida segundo uma perspetiva linear: “Estamos sempre a voltar atrás com lembranças e corremos para a frente com esperanças, medos e planos”. Essa é uma maneira perspicaz de capturar a essência da liderança – procurar clareza, gerar energia e impulsionar o sucesso. Esses atributos de gestão “kierkegaardianos” continuam a ser ensinamentos valiosos.

 

Utopia or Oblivion: The Prospects for Humanity,
Autor: R. Buckminster Fuller

Acredito que as ideias de Fuller, focadas em problemas que vão desde os conflitos globais até às mudanças climáticas globais, são mais importantes do que nunca. Essas ideias estimularam uma revolução no design e estabeleceram as bases de como o bem-estar económico e os avanços tecnológicos podem (e devem) ser desfrutados por todos. Num mundo cada vez mais acelerado, onde trabalhamos todos os dias para resolver problemas complexos, Fuller prova como a ciência do design nos ajuda a fazer mais com menos. Publicado em 1969, Utopia or Oblivion continua a ser uma declaração lógica e bem argumentada sobre o nosso futuro coletivo.

 

The Alignment Problem: Machine Learning and Human Values
Autor: Brian Christian

A Inteligência artificial é a prioridade mais importante da tecnologia, e estou otimista sobre a forma como ela está a ser aplicada para capacitar as pessoas. Por exemplo, o Seeing AI da Microsoft é um aplicativo que transforma o mundo visual numa experiência audível para pessoas cegas ou com visão condicionada. E ferramentas como o Immersive Reader ajudam a melhorar a leitura e a escrita. O livro está organizado em três partes: identificar como os sistemas de machine learning estão em desacordo com as nossas melhores intenções; criar incentivos para o reforço da aprendizagem com base em valores éticos; e uma resenha das ideias favoritas do autor sobre como alinhar sistemas autónomos complexos com normas e valores morais. A obra vai-se movendo do teórico para o prático procurando responder a uma das questões mais urgentes do nosso tempo: como ensinamos as máquinas e o que devemos ensiná-las?

 

The Difference: How the Power of Diversity Creates Better Groups, Firms, Schools, and Societies
Autor: Scott E. Page

Quando me tornei CEO da Microsoft, a missão e a cultura eram os pilares mais importantes para o futuro da organização. A missão passou a ser a de capacitar cada pessoa e cada organização para maximizar todo o seu potencial. E a cultura passou a defender a diversidade e a inclusão com as grandes prioridades. Nesta obra, o autor define claramente o que é a diversidade em termos das diferenças em como as pessoas as veem, categorizam, e entendem e o que realmente fazem para melhorar o mundo. E oferece ferramentas para obter os melhores resultados para todos. Essas ferramentas para estimular a diversidade, algo que é de vital importância tanto para os negócios quanto para a sociedade.

 

Power of Creative Destruction
Autores: Philippe Aghion, Celine Antonin, and Simon Bunel

Três investigadores económicos franceses, argumentam que os problemas socioeconómicos revelados durante a pandemia – bem-estar, saúde, desigualdade e muitos outros – não serão corrigidos pela abolição do capitalismo, mas sim pela invenção de um capitalismo melhor através do poder da destruição criativa, que eles definem como “inovações disruptivas e até potencialmente perturbadoras que fazem as sociedades progredir”. Eles começam com uma revisão fascinante da destruição criativa na história económica com foco em como medimos a riqueza das nações, o PIB, o coeficientes de Gini e a produtividade, indicadores que os autores consideram úteis, mas insuficientes no mundo de hoje. Em vez disso, argumentam que a inovação e a difusão geral do conhecimento devem estar no centro das métricas de crescimento. E que a inovação depende de incentivos e proteções de direitos que gerem oportunidades económicas inclusivas para todos. “A destruição criativa é um conflito constante entre o velho e o novo, o incumbente e o insurgente”, resumem.

 

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Fonte: revista Fast Company