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Investimento tecnológico traz mais eficiência à distribuição

A pandemia causada pela Covid-19 trouxe à superfície algumas fragilidades de um dos setores mais importantes para a economia: a distribuição.

 

 

O conceito de distribuição engloba conseguir melhorar as margens de lucro, ser mais competitivo, ter sempre todos os canais de geração de procura abertos, cumprir com os prazos de entrega, etc. Para alcançar esta competitividade e responder às necessidades dos Clientes e do mercado, é crucial que as empresas invistam em ferramentas empresariais tecnologicamente avançadas.

 

Digitalização: otimização do ciclo de distribuição

A transformação digital na distribuição pressupõe a implementação de novos métodos, técnicas, processos, inovações, etc., que ajudem a aumentar a produtividade e a melhorar as margens operacionais. Ou seja, é a aplicação de técnicas/tecnologias específicas para aperfeiçoar os movimentos de cada momento da cadeia de distribuição.

No final, o objetivo pretendido é a concretização de um ciclo de distribuição eficiente, que traz os seguintes benefícios à empresa:

  • Mais transparência na informação: a digitalização proporciona o acesso a informações em tempo real, conferindo maior visibilidade e insights sobre as operações;
  • Mais autonomia às equipas: a tecnologia digital disponibiliza o acesso a dados de Clientes, stocks, aquisições anteriores, orçamentos e promoções, através de qualquer dispositivo com ligação à internet. O acesso a essas informações fomenta a confiança e a colaboração entre equipas;
  • Melhor experiência do cliente e fidelização: alguns players do setor, como a Amazon, estão certos de que a experiência de compra na plataforma é tão importante quanto os produtos nela comercializados. Os Clientes esperam ter uma experiência de compra simples e fácil, sendo que as novas tecnologias aplicadas à distribuição estão a contribuir para a simplificação de todo o processo. Os Clientes são cada vez mais exigentes quanto aos valores e ética na gestão empresarial e o setor da distribuição não escapa a este escrutínio. Num segmento como o da logística, as questões da sustentabilidade e da minimização da pegada ecológica assumem particular relevo. Tal aplica-se, designadamente, ao processo que medeia o momento entre a compra e a chegada do produto ao consumidor final. Desde a forma como as encomendas são transportadas, ao tempo e distância percorridos, passando pelos materiais das embalagens, tudo conta na hora de fidelizar clientes.
  • Mais mobilidade: muitas empresas de distribuição têm centenas de motoristas a trabalhar em locais remotos. Ser capaz de executar as transações através de um dispositivo móvel é fundamental. Os motoristas, independentemente da sua localização, podem atualizar o estado das entregas para melhorar a tomada de decisão no escritório, à medida que gestores recebem dados e informações em tempo real.

Informação: o elo mais importante da cadeia de distribuição

A escolha do ERP certo é crucial, trazendo as seguintes vantagens:

  • Maior rapidez na capacidade de resposta às mudanças das necessidades dos Clientes e requisitos na rede de distribuição;
  • Mais agilidade na capacidade de se adaptar à mudança de regulamentos e requisitos de conformidade;
  • Diminuição dos níveis de desperdício relacionados com os custos associados de acesso ao inventário, recursos de transporte, operações de armazém, etc.; e
  • Melhor gestão do risco no que diz respeito à qualidade dos serviços, à rastreabilidade de mercadorias e à segurança no seu manuseamento.

Os processos manuais estão cada vez mais obsoletos, são mais lentos, geram mais erros e são pouco confiáveis. As inovações tecnológicas são o diferencial de empresas que querem ser competitivas e permitem a sua adaptação a um mercado dinâmico e com muitos desafios.

 

Artigo publicado originalmente em Jornal Económico