Opinião

2020: a tecnologia como motor da transformação

Transformação digital: o tema que tem ocupado todos os nossos esforços e vai continuar a ser uma tendência no futuro que podemos prever.

Para além da digitalização, esta mudança profunda passa também pela alteração da forma de trabalhar e de pensar das empresas e dos seus colaboradores. É, por isso, necessário que as empresas estejam, mais do que nunca, prontas para a implementação de estratégias de transformação digital que têm vindo a definir nos últimos anos.

A mudança a que assistimos atualmente assenta essencialmente num processo de adaptação. Não é uma transformação de um meio ou setor específicos, mas sim transversal a tudo e a todas as empresas. A postura de cada uma perante esta nova realidade define se vão manter-se presas ao passado, correndo o risco de ficar à margem da evolução, ou se pretendem focar-se no futuro, com acesso a todas as oportunidades que o desenvolvimento tecnológico oferece.

Um estudo do World Economic Forum refere que, nos próximos anos, 75 milhões de empregos podem vir a estar em risco devido ao progresso da automação, robótica e Inteligência Artificial (IA). É importante reforçar que, apesar dessa perda, estas tendências vão permitir a criação de outros 130 milhões de postos de trabalho. A transformação digital implica o desaparecimento de algumas profissões, mas por elas deixarem de existir, as pessoas não têm de desaparecer: todos podemos crescer com esta mudança, aproveitando as novas oportunidades que irão surgir, se abraçarmos a tecnologia e tentarmos tirar partido dela.

Todas as mudanças, por mais pequenas que sejam, podem trazer ondas negativas ou inseguranças, pelo que a transformação digital nem sempre é um processo de fácil gestão, seja para os indivíduos ou para as empresas. Todos devem compreender que a tecnologia será o grande apoio para a construção de um mundo melhor, bem como para o crescimento empresarial; no entanto, o centro de decisão somos nós, os humanos, que devemos trabalhar em conjunto para conseguir uma implementação bem-sucedida.

 

“Uma das principais barreiras que se coloca às empresas no processo de transformação é a segurança”.

A principal desconfiança tem a ver com a cloud, devido à quantidade e qualidade dos dados que guarda – onde se encontra a informação, quem pode ter acesso a ela e como podemos garantir a sua segurança total. É necessário resolver quaisquer tipo de vulnerabilidades que continuem a existir, para que estas preocupações deixem de existir e passem a ser um benefício.

Na Sage pretendemos que em 2022 todos os nossos clientes trabalhem na cloud híbrida, que combina o melhor dos dois mundos. Nesse sentido, o nosso foco é a transição para a cloud e os benefícios que as empresas terão com essa evolução. Os nossos clientes e parceiros estão no centro do nosso dia, que passamos sempre com a preocupação de os acompanhar e perceber as necessidades específicas de cada um. A cloud é o presente e o futuro, tendo capacidade para reinventar as empresas e impulsionar o seu desenvolvimento – no entanto, para isso é necessário que tirem proveito de todo o potencial que oferece, quer seja para alcançar novos mercados ou para se que se tornem mais competitivas.

Em suma: esta é a altura de investir para sermos mais competitivos e crescermos com a evolução que a transformação digital nos proporciona. Com ela, podemos conseguir mais informação e ser mais sábios nos nossos negócios. Esta será uma mudança que irá acrescentar valor ao país, bem como às empresas. Não agir agora é perder um comboio que só nos levará a melhores destinos.

 

Artigo de opinião de Josep María Raventós, Country Manager da Sage Portugal. Publicado originalmente em Dinheiro Vivo.