Opinião

O que diz o estudo sobre a economia digital da IDC e ACEPI

O mais recente estudo sobre a economia digital, conduzido pela IDC e a ACEPI, comprova que apenas 40% das empresas portuguesas têm presença online e, destas, só 18% vendem para o estrangeiro. Ora, isto significa que cerca de 60% das empresas portuguesas estão a perder “o comboio da internet” e as suas potencialidades.

O mundo mudou. Vivemos atualmente numa Sociedade Digital que preconiza o estar online em qualquer lugar, a qualquer hora e em qualquer dispositivo. Este estudo estima a evolução da percentagem da população que vai estar e comprar online em 2025, mostrando dados relevantes referentes ao ano transato acerca da mesma temática.

O mesmo mostra que, segundo os mais recentes valores de volume de negócios, o online é uma oportunidade única, sobretudo para as PMEs portuguesas. Na verdade, em 2020, mais de metade da economia estará digitalizada, com o valor a passar para os 90% em 2027.

 

7,1 milhões de portugueses comprarão online

Os números do último estudo da ACEPI com a IDC revelam igualmente que o número de portugueses que compram online está a crescer, com 3,5 milhões a usarem a internet para fazer compras, gastando 4,6 mil milhões de euros, num crescimento de 11% face a 2016.

Vestuário, acessórios de moda, equipamentos de comunicações móveis e acessórios são os produtos de distribuição física mais adquiridos com recurso à internet, sendo que existe um crescimento significativo nos produtos alimentares, que deverá continuar e afirmar-se como tendência nos próximos anos. As previsões indicam que 7,1 milhões de portugueses comprem online em 2025, sublinhando uma tendência de crescimento que se tem afirmado nos últimos anos.

 

6 mercados prioritários para vender online

O estudo conduzido pela IDC e pela ACEPI pretende dar uma perspetiva global acerca do estado da economia digital no mundo, tendo como especial enfoque as economias mais atrativas para as empresas portuguesas abordarem. Deste modo, o objetivo deste estudo é, por um lado, identificar os mercados que se encontram numa fase de desenvolvimento digital mais avançada e, por outro, os que podem ser mais vantajosos para as empresas portuguesas introduzirem os seus produtos e serviços online.

Embora a taxa média de consumidores online seja mais elevada na Oceânia e na América do Norte, verifica-se que a percentagem de consumidores online em alguns países europeus é particularmente elevada. Assim, e não tendo, num primeiro momento, em conta o posicionamento das empresas portuguesas ao nível das exportações, identificam-se desde logo seis economias com particular interesse: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Japão, França e China.

Num segundo momento e tendo já em conta o posicionamento das empresas portuguesas (e respetivos mercados atuais), destaca-se o bloco formado por Espanha, França, Alemanha e Reino Unido, ao qual se juntam também com algum relevo os Estados Unidos, Holanda, Suécia, Bélgica e Suíça. Salienta-se que estes mercados, no seu bloco europeu principal, são já amplamente explorados pelas empresas portuguesas, em particular para produtos de vestuário, calçado, equipamento elétrico, etc. Neste sentido, existe experiência e posicionamento em canais tradicionais que devem ser analisados no eventual “salto” para uma abordagem mais digital (tendo nomeadamente em conta uma abordagem omnicanal).

Ver estudo completo aqui.