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Como aplicar a inteligência emocional nas empresas

O sucesso profissional não depende apenas das chamadas hard skills (habilidades técnicas). Muitas vezes as designadas soft skills (associada à inteligência emocional) podem fazer a diferença. Saiba como utilizá-las na gestão de projectos.

Quando pensamos em gestão de negócios, ou de projetos, tendemos a concentrar-se nas competências analíticas, técnicas ou científicas, as chamadas hard skills. Por exemplo, quais as ferramentas de planeamento que vamos usar; como estimar o tempo, o custo ou o risco do projeto; como definir o processo e o calendário de execução; que métodos utilizar para avaliar o cumprimento das metas ou o desempenho da equipa. Todas estas habilidades e técnicas são essenciais para a resolução de problemas e requerem um elevado grau de treino e especialização. Só que as hard skills já não são suficientes nas empresas modernas.

Na maioria das vezes, o sucesso profissional depende de outro tipo de competências mais difíceis de adquirir através da formação e do treino. Falamos das chamadas habilidades soft e, entre elas, o domínio das relações interpessoais. Por exemplo, que estilo de liderança deve utilizar; que tipo de comunicação será mais eficaz; como motivar a sua equipe; como resolver conflitos e problemas, entre outros. Essas habilidades “suaves” estão dependentes do desenvolvimento da inteligência emocional. Elas têm a ver com traços de personalidade marcantes como a empatia, a sociabilidade, a facilidade de comunicação, a escuta ativa, o trabalho em equipe, a adaptabilidade, a resiliência, a assertividade, ou o carisma.

 

O que é inteligência emocional (IE)?

É a capacidade que todos nós temos para identificar, compreender e gerir as nossas próprias emoções. Desenvolver este tipo de inteligência ajuda-nos a melhorar a nossa qualidade de vida e a relacionar-nos melhor com os outros. Uma das grandes vantagens das pessoas com inteligência emocional (IE) é a capacidade de resistir às adversidades, controlar os impulsos, canalizar emoções para as situações adequadas, praticar a gratidão e motivar os que nos rodeiam. Hoje, quem for capaz de controlar e gerir as suas emoções, tende a ter mais oportunidades e sucesso no campo profissional. As boas notícias é que, segundo o psicólogo Daniel Goleman, o grande pioneiro dos estudos sobre o conceito, a inteligência emocional pode (e deve) ser aprendida e desenvolvida ao longo do tempo.

 

As cinco componentes da IE, segundo Goleman

  • Autoconsciência: a capacidade de reconhecer e compreender as nossas emoções e sentimentos, assim como o seu efeito sobre os outros.
  • Autorregulação: a capacidade de controlar ou redirecionar os impulsos e estados de ânimo. Esta é a habilidade que nos permite pensar antes de agir, reconhecer os erros e estar mais recetivos à mudança.
  • Motivação: está associada à paixão de trabalhar por razões que vão além do dinheiro e do status. É a força interior que nos permite alcançar os nossos objetivos com energia e persistência, sem vacilar perante um eventual fracasso.
  • Empatia: é a capacidade de compreender a dimensão emocional dos problemas, de se colocar no lugar dos outros e de tratar as pessoas de acordo com as suas reações emocionais. É um componente essencial da liderança.
  • Habilidades sociais: são relativas à construção de redes de relacionamentos e à capacidade de gerar consensos. É uma característica essencial para criar equipas de elevado desempenho, persuadir e liderar mudanças.

 

As cinco aplicações da IE nas empresas

  • Melhore a comunicação e os relacionamentos interpessoais entre os membros da sua equipe.
  • Ajude a criar um ambiente de trabalho colaborativo e não tóxico, baseado na compreensão e no respeito, onde o erro não é punido.
  • Aumente a motivação de todos os colaboradores e fortaleça o espírito de equipa.
  • Faça com que todos se comprometam com os objetivos, participem ativamente na execução e deem sempre o melhor de si.
  • Minimize todas as possíveis causas de conflito.