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Cidades inteligentes, as dez cidades mais bem preparadas para o futuro

O ranking Smart Cities Index, do EasyPark Group, avaliou 500 cidades em todo o mundo em vinte categorias, desde os transportes e mobilidade, à sustentabilidade, inovação, governo,  digitalização, qualidade de vida e reputação. Conheça a cidade portuguesa entre as top 100.

Como devem ser as cidades do futuro? É evidente que elas têm que apostar na tecnologia, digitalização e conectividade, através de indicadores como o número de hotspots de acesso a internet, e o grau de adoção de smartphones, a oferta 4G, etc. Mas o estudo da EasyPark alarga-se a fatores mais amplos como a eficiência energética, sustentabilidade, mobilidade, urbanismo, qualidade de vida, governação, sistema educativo ou a participação dos cidadãos. Ao todo, o estudo considera 20 critérios para avaliar os modelos das cidades inteligentes do futuro.

 

Copenhague, na liderança do ranking

A capital dinamarquesa reúne muitas das qualidades inerentes às cidades do futuro. Em 2014, Copenhaga recebeu o Prémio Smart City e o Prémio Capital Europeu Sustentável da Comissão Europeia. Desde então, o seu progresso como uma cidade inteligente não parou. O compromisso com as energias renováveis, a luta contra as emissões poluentes, a oferta de amplos espaços verdes, a existência de um transporte eficiente e iluminação inteligente são alguns dos critérios mais valorizados. Segundo os autores do estudo, Copenhaga tornou-se um centro global de referência em iniciativas tecnológicas. Como exemplo, a sua extensa rede de infraestrutura digital, permite um fácil acesso à informação pública, aumentando assim o desenvolvimento de uma sociedade altamente participativa.

 

Singapura e Estocolmo no pódio

Há alguns anos, Singapura lançou um ambicioso projeto que visa torná-lo o primeiro país inteligente do mundo. Saúde, educação, mobilidade ou agricultura, tudo levará consigo o adjetivo “smart”. A cidade-estado de Singapura quer ser uma referência global dos avanços tecnológicos, nomeadamente através do uso do big data para melhorar a qualidade de vida. Na mobilidade, por exemplo, existem vários aplicativos digitais que facilitam o acesso a informações de interesse para o cidadão em tempo real. Um deles, por exemplo, reporta a velocidade a que cada autocarro circula e o número de passageiros. Além disso, existem automóveis autónomos que circulam pela cidade como transporte público.

A medalha de bronze vai para Estocolmo, uma cidade que reúne atores governamentais e não-governamentais na plataforma Smart City Sweden para desenvolver iniciativas inteligentes e sustentáveis. Além disso, a cidade sueca, com 52% de energia de fontes limpas, é a que mais aposta em energia renovável. Estocolmo revela igualmente um alto grau de digitalização com recursos como tablets em todas as escolas, bibliotecas virtuais, projetos de planeamento urbano em tempo real, iluminação inteligente e sensores que ligam ou desligam a luz à medida que as pessoas se aproximam ou afastam delas.

 

A lista completa das dez melhores

O forte compromisso com as áreas verdes serviu a Zurique para ocupar a quarta posição do ranking. Segue-se Boston, líder do ranking na educação, local de nascimento de dois centros mundiais de excelência como o MIT e a Harvard University. Tóquio e a sua gigantesca rede de transporte, que serve 14 milhões de pessoas por ano, está em sexto lugar. São Francisco, que alberga o Vale do Silício, uma referência global de inovação, leva a cidade californiana ao sétimo lugar da lista. A economia colaborativa e a infraestrutura de apoio às empresas emergentes (start ups) fazem de Amsterdão o oitavo lugar neste ranking.

O top 10 fica completo com as cidades de Genebra e Melbourne. A cidade suíça procura há anos reduzir o consumo de energia, aumentar a eficiência energética, promover a energia renovável e proibir a construção de novas centrais nucleares. Enquanto isso, a metrópole australiana obteve a melhor classificação da listagem no critério da conectividade 4G.

 

Lisboa entre as 100 smart cities

A capital portuguesa ocupa um honroso 64.º lugar no ranking das cidades inteligentes da EasyPark, com uma pontuação global de 5,46. Os melhores critérios são os da proteção ambiental (8,53) e o da perceção dos especialistas (7,5). Lisboa também está acima da média na oferta de serviços de car-sharing, nas energias renováveis, na digitalização dos serviços públicos e no apoio ao empreendedorismo. Os piores critérios são os da participação dos cidadãos, poder de compra, trânsito e número de hotspots. As cidades “vizinhas” de Madrid e Barcelona estão uma dezena de lugares acima na tabela: 51.º e 53.º lugar, respetivamente.